quinta-feira, novembro 29

Entrevista: Ricardo Clara

boomp3.com


O Quarto Escuro apresenta aqui a versão integral da entrevista a Ricardo Clara, cujo excerto integra a edição desta semana do webcast (click!). Ricardo Clara é o assessor de imprensa do Fantasporto e um dos redactores do blog de cinema Antestreia.

O filme em cartaz recomendado por Ricardo Clara está em projecção no Cinema Medeia de Nimas, em Lisboa.

quarta-feira, novembro 28

Indy '57
Primeiras fotos de publicidade oficiais

Houve muita paranóia e secretismo à volta da produção de INDIANA JONES AND THE KINGDOM OF THE CRYSTAL SKULL, houve até despedimentos e processos jurídicos à custa de fotos roubadas. Agora tudo isto até parece ter sido para nada, já que sem grande pompa ou gravidade as fotos oficiais começaram a ser distribuídas.

Nelas podemos ver como o veterano Ford consegue ainda assim parecer vital dentro do chapéu de feltro e com o chicote na mão. Mesmo Shia Labeouf consegue não ser demasiado irritante no seu guarda-roupa de greaser dos anos 50. Só se lamenta Ford aparentar estar demasiado sério nestes shots, nada do sorriso carola à la Han Solo.

A fé continua, a espera é dura. Cliquem nos thumbs abaixo para as imagens de alta resolução.

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Estreias 29 de Novembro
Terceira semana consecutiva de grandes estreias


Vincent Cassel e Viggo Mortensen em EASTERN PROMISES, de David Cronenberg

Estreias

HITMAN, de Xavier Gens
[Ver Trailer] [Site Oficial]
A adaptação da óptima mas inócua saga de videojogos, realizada por Xavier Gens e acompanhada de perto por Luc Besson. Timothy Olyphant com o papel de um assassino genéticamente desenhado que se vê apanhado numa cilada, levando-o a questionar-se quanto às suas origens e aos seus motivos.

EASTERN PROMISES, de David Cronenberg
[Ver Trailer] [Site Oficial]
Um mestre regressa, desta vez com Londres e a máfia russa como móbil. Alguém que procura respostas vai ver-se em órbita espiral à volta de uma organização brutal e cerrada. Com Viggo Mortensen e Naomi Watts.

PARANOID PARK, de Gus Van Sant
[Site Oficial]
Outro grande nome traz-nos de nvoo um filme sobre adolescentes problemáticos.

ENCHANTED, de Kevin Lima
[Ver Trailer] [Site Oficial]
Um conto de fadas que atravessa dimensões e chega ao mundo real vindo dos reinos do CGI. Disney fare for the season.


Já em exibição

HOT FUZZ, de Edgar Wright
[Ler crítica]
Pegg e Wright voltam em grande estilo. O digno sucessor de SHAUN OF THE DEAD.

CONTROL, de Anton Corbijn
[Ler crítica]
A visão do homem Ian Curtis em vez da figura Ian Curtis. Excelente fotografia (quem diria, com este realizador) e música (quem diria, com esta banda). A não perder.

AMERICAN GANGSTER, de Ridley Scott
[Ler crítica]
SCARFACE encontra THE UNTOUCHABLES, mas os dois acabam por fazer um filme que não surpreende. É mau contar com grande qualidade, não é?

ELIZABETH: THE GOLDEN AGE, de Shekhar Kapur
[Ler crítica]
Um filme fascinado mas pouco fascinante sobre o segundo terço do reinado da raínha Elizabeth I de Inglaterra. De Shekhar Kapur.

quinta-feira, novembro 22

Brincar no quintal
HOT FUZZ, de Edgar Wright



Edgar Wright e Simon Pegg voltam com um projecto colaborativo. Um realiza e co-escreve, o outro protagoniza e co-escreve. Foi assim na série de TV "Spaced", e foi assim em SHAUN OF THE DEAD.

Com HOT FUZZ, Wright traz-nos de novo um exercício de homenagem a géneros cinematográficos. Não estamos aqui a falar de paródia, apesar de HOT FUZZ ser também uma comédia. Edgar Wright tem aquele tipo de amor pelos arquétipos do cinema mainstream que se encontra por exemplo em Quentin Tarantino. Lamentavelmente, Wright ainda não está bem ao nível de Tarantino no que toca à alquimia de criar algo novo a partir de elementos velhos.

Diria até que o realizador britânico foi mais bem sucedido em criar o seu próprio filme em SHAUN OF THE DEAD do que com este mais recente trabalho. SHAUN homenageia com devoção os filmes de zobies, e traz-lhes a profundidade que raras vezes tiveram com o aspecto da comédia de relações.

HOT FUZZ está em desvantagem pois os seus afectos estão relacionados a dois géneros muito frios, os dos filmes de acção e dos filmes slasher. Edgar Wright parece ter um método de chef, e com a mistura de ingredientes que aqui usou pouco mais se poderia esperar do que um filme divertido e técnicamente muito competente.

Nada a dizer de Simon Pegg, que já se tinha revelado muito antes e que aqui confirma a sua capacidade de um dia entrar num British Hall of Comedic Fame. Nick Frost está à altura de Pegg, mas brilha pouco. Os actores secundários todos cumprem aquilo que lhes é pedido, mas será sempre digna de realçar a performance de Timothy Dalton: algo inedito nestes contextos, e absolutamente delicioso como um proto-vilão-Bond.

De resto, e apesar da relativa frieza de tom, o afecto do cineasta pelos géneros que aborda está presente. E, sem isso, seria apenas mais uma sátira.


Vão vê-lo com: pessoas que ainda vejam o The Office americano.

Como ver WATCHMEN
Snyder adapta extras do livro original



As últimas notícias da adaptação do seminal romance gráfico Watchmen de Alan moore confirmam o que o realizador já tinha prometido: ser o mais fiel possível ao material de fonte.

O livro continha, para além de quatro ou cinco páginas de texto corrido ao fim de cada capítulo, uma estória de piratas que se misturava entre os painéis da estória principal. Esta não tinha directamente nada a ver com a trama de Watchmen, apenas estabelecia certos paralelos. Já os textos ao fim de cada capítulo serviam para desenvolver o contexto da estória, sempre integrados no universo do livro.

Agora Zack Snyder conseguiu o dinheiro necessário para filmar tanto um elemento como o outro, sendo depois ambos usados como conteúdo promocional. A adaptação da estória de piratas será distribuída em DVD ao mesmo tempo da estreia de WATCMEN, a la Animatrix, e a adaptação da prosa será mais tarde um conteúdo extra no DVD do filme. Um caso louvável onde o comércio ajuda à expressão.

Este filme está com cada vez melhor aspecto. Cliquem aqui para uma foto do personagem Rorschach a andar numa recriação de uma rua de Nova Iorque. Excelente aspecto soundstage.

24 mil palavras por segundo
CONTROL, de Anton Corbijn



Antes de mais, CONTROL não é um filme sobre os Joy Division. Houve quem não esperasse isso, e a ausência do trabalho em grupo da banda pareceu incomodá-los. Mas é algo que devia ser claro desde o princípio, já que o filme se baseia nas memórias de Deborah Curtis ("Touching From a Distance"): o filme é sobre o homem Ian Curtis.

Ian Curtis não será um nome caseiro, mas é sem dúvida alguma um ídolo. Assim, tem bastante valor que Corbijn não tenha caído no fascínio e tenha procurado mostrar onde é que a escultura que foi a vida de Ian Curtis assenta, quais foram as bases. Ian Curtis é aqui retratado como alguém que apenas se sente deslocado, desajustado. Deborah Curtis é a vítima, aquela que adora o homem mas não fala a língua dele.

Corbijn, um fotógrafo ligado à indústria musical e com experiência na realização de videos musicais, tem aqui uma excelente estreia. Ultrapassadas as barreiras de linguagem, sop se pode esperar óptimo trabalho de um fotógrafo que trabalhe em realização (a presença deste valor acrescentado não parece tão imediata no caso de realizadores a fazerem fotografia). Os planos de CONTROL são claramente muito pensados, sem nunca o darem a entender, sem fazer da câmara uma personagem. A escolha do preto e branco assenta bem aos tumores industriais urbanos que servem de fundo ao filme, assim como à crueza dos sentimentos em exposição.

As prestações ao vivo dos Joy Division são sem dúvida um dos pontos mais fortes do filme. Sem terem caído no erro óbvio de utilizarem as versões de estúdio das canções, as actuações estão carregadas com o imediatismo e a genuinidade de um concerto ao vivo, sem nunca parecerem uma fraca imitação dos originais.

Antes de ver CONTROL estava preaparado para tecer comparações com os Joy Division do excelente 24 HOUR PARTY PEOPLE. Mas não há aqui espaço para estabelecer relações entre os dois filmes. Não porque sejam diferentes, mas porque ambos são completos em si, não necessitam de apoio ou referências.

Se forem fãs de Joy Division, não poderão evitar este filme. Se não forem, passarão a ser.

sábado, novembro 17

Mais uma grande semana de estreias
22 de Novembro


BEOWULF, de Robert Zemeckis

Estreias

HOT FUZZ, de Edgar Wright
[Ver Trailer] [Site Oficial]
Depois de SHAUN OF THE DEAD, Edgar Wright e Simon Pegg regressam, desta vez usando-se do género whodunit/slasher, com pitadas de Michael Bay. Vivamente recomendado pel'O Quarto Escuro.

SHOOT'EM UP, de Michael Davis
[Ver Trailer] [Site Oficial]
Com uma lógica Looney Tunes e uma estética DIE HARD, a primeira longa metragem de Michael Davis é mais um filme de hipper-realidade em acção. Mas pronto, tem a Boalucci e os bons moços Paul Giamatti e CLive Owen.

BEOWULF, de Robert Zemeckis
[Ver Trailer] [Site Oficial]
Um filme renderizado em 3D, com as interpretações dos actores humanos capturadas com o suporte de mocap - motion capture. Uma adaptação do poema épico anónimo.


Já em exibição

AMERICAN GANGSTER, de Ridley Scott
[Ler crítica]
SCARFACE encontra THE UNTOUCHABLES, mas os dois acabam por fazer um filme que não surpreende. É mau contar com grande qualidade, não é?

ELIZABETH: THE GOLDEN AGE, de Shekhar Kapur
[Ler crítica]
Um filme fascinado mas pouco fascinante sobre o segundo terço do reinado da raínha Elizabeth I de Inglaterra. De Shekhar Kapur.

RESCUE DAWN, de Werner Herzog
[Ler crítica]
Baseado no documentário de Herzog LITTLE DIETER NEEDS TO FLY, RESCUE DAWN é a história verídica do alemão Dieter Dangler, que após conseguir o seu desejo de voar ao se alistar com a força aérea americana, cai sobre o Laos durante a guerra do Vietname.